sexta-feira, 23 de agosto de 2013

ANÁLISE - Splinter Cell: Blacklist

Depois de três anos sem um game da franquia "Splinter Cell", eis que surge "Blacklist". Talvez seja o mais aguardado de toda a série devido às várias promessas de novidades, visual melhorado, novas características e o principal, a dublagem brasileira.
De fato "Blacklist" veio e mostrou que o PC saiu na frente na guerra com os novos consoles que estão por vir. Tudo em altíssima definição, tecnologias gráficas de última geração, DX11 e efeitos sonoros de tirar o fôlego. Além disso, traz uma jogabilidade inédita, onde o jogador joga da maneira que lhe convir. Ou seja, um game pra agradar a gregos e troianos.

Historia

Sam Fischer está de volta! Seguindo a história de "Splinter Cell: Conviction", a Third Echelon é oficialmente encerrada e logo em seguida é criada a Fourth Echelon, onde Sam Fisher é o comandante. No início do jogo, um forte ataque a uma base militar americana inicia uma guerra terrorista conta os EUA.

O grupo terrorista que assumiu o atentado se intitula "Os Engenheiros". Eles dão início a "The Blacklist", um plano de ataque a alvos americanos em todo mundo. No total são 12 terroristas, e já é de se imaginar que Sam Fischer irá caçar cada um deles espalhados pelo planeta a fim de evitar uma catástrofe maior. Mais clichê do que isso, impossível.

"Blacklist" traz de volta três personagens da franquia: a antiga analista e agente de Sam na Third Echelon, Anna Grimsdottir; a Presidente dos Estados Unidos, Patrícia Caldwell e o amigo mais antigo de Sam, Victor Coste. Além deles, novos personagens aparecem para compor a Fourth Echelon: o agente da CIA Isaac Briggs e o hacker nerd Charlie Cole.

"Blacklist" ainda traz Andriy Kobin, um ex-agente da máfia ucraniana que forjou o assassinato da filha de Sam no game anterior; Majid Sadiq, líder terrorista dos Engenheiros e Karin Jadid, tenente dos Engenheiros.

Jogabilidade

A jogabilidade de "Splinter Cell: Blacklist" parece ter voltado um pouco às origens da franquia, quando rivalizava com "Metal Gear Solid".

Em "Conviction", o game anterior, a jogabilidade havia mudado para um estilo com mais ação, com tiroteios e combates mais violentos. Em "Blacklist", a coisa mudou e vai agradar todo mundo. Mas como assim agradar a todos? Agora a maneira de jogar vai de acordo com o jogador. Seja mais stealth ou partindo pra ação, o jogador atua da maneira que achar melhor.

As missões são escolhidas em um painel digital chamado de SMI (Interface de Missão Estratégica). Este painel fica no centro de operação em um avião cargueiro militar chamado de Paladin, que é a base de Sam. Todas as outras missões, sejam multiplayer ou não, também aparecem nesse painel. Basta escolher uma e fazer da melhor maneira possível.

De acordo com o que foi feito na missão, o jogador ganha pontos por cada detalhe que ele faz. Seja matar alguém silenciosamente, andar sorrateiramente, partir para agressão gratuita, matar todos e assim por diante. Tudo que o jogador fizer, conta pontos para a classe relacionada com a ação, que são três: Fantasma, Pantera e Assalto. Isso vai "moldando" Sam da forma adequada à maneira que o jogador joga, o que é bem interessante.

Quem prefere a jogabilidade no estilo original de "Splinter Cell", ficará maravilhado com as inúmeras possibilidades stealth em cada missão e os gadgets que se pode usar. Falando em gadgets, eles são comprados e/ou modificados, variando de simples granada de "luz", câmeras em formato de bola "adesiva" que colam nas paredes até bolas adesivas que geram ruídos para chamar atenção dos inimigos. Algumas dessas geringonças tem a possibilidade de upgrades, criando mais funções para cada acessório.

A moldagem de Sam passa também pelas suas roupas, que lembra um pouco o melhor estilo RPG, onde o jogador pode alterar tudo na vestimenta. Desde o óculos com as luzes na cabeça de Sam, até as botas que ele usa. Tudo pode ser comprado e isso gera dezenas, ou centenas, de variações de uniforme de combate.

Quem já jogou "Assassin's Creed" vai se familiarizar com os movimentos acrobáticos de Sam. Agora ele está bem mais ágil ao escalar paredes e/ou andar pendurado em parapeitos ou marquises.

Um detalhe bem interessante é o fato do game ter cães, que parece estar virando moda. Eles são difíceis de lidar, já que qualquer barulho pode chamar a atenção deles, mesmo não estando em seu campo de visão. Quando eles percebem algo, eles começam a latir e farejar o rastro de Sam, chamando atenção dos soldados inimigos. Além disso, eles podem atacar de forma rápida e eficiente, derrubando Sam no chão de maneira instantânea.

Multiplayer

"Splinter Cell: Blacklist" mistura single com multiplayer, inserindo missões de Team Deathmatch, cooperativas, da campanha do jogo, de defender locais contra ondas de inimigos e etc. A variação é grande, tanto de ambientação quanto de objetivos.

A modalidade Espiões Vs. Mercenários está de volta. No modo clássico, um grupo de amigos se divide entre as duas equipes onde os espiões tem que fazer alguma tarefa e os Mercenários não podem deixar. Para quem não jogou este modo em games anteriores da franquia (ele ficou de fora de "Conviction"), jogar como os Mercenários transforma totalmente a maneira de jogar, já que aqui passa a ser um puro shooter em primeira pessoa.
Esse modo tem novidades em Blacklist, variando em cinco diferentes tipo de jogo: EvM Blacklist, EvM Clássico (comentado mais acima), Extração, Controle de Uplink e ainda o Mata-mata. Já os modos cooperativos possuem objetivos variados, como uma missão em um gigantesco iate onde a dupla tem que obter dados de um computador sem ser detectado.

Gráficos

A expectativa sobre esse novo "Splinter Cell" era grande, principalmente devido ao hiato de três anos desde o último da franquia, o Conviction. O visual está acima da média se for setado em Ultra, o que deixa o jogo belíssimo, digno das novas gerações. As texturas estão em altíssima resolução, mesmo vistas de perto, o que mostra o belo trabalho da Ubisoft.

Quem jogou "Conviction" conhece bem a maneira que os produtores encontraram de informar detalhes da missão no decorrer da jogatina. Blacklist manteve esse padrão, com avisos absurdamente gigantes espalhados pelo cenário sobre o objetivo de cada missão e dicas de como jogar. Não sei se isso é a melhor "ideia" para um jogo do tipo de "Splinter Cell", que presa mais pela tática e seriedade.

As animações básicas são as mesmas do jogo anterior, talvez com um ou outro detalhe diferente. O que muda é a rapidez de Sam, seja em escalar à lá "Assassin's Creed", se pendurar em parapeitos, pular obstáculos, usar as alternâncias do sistema de cover, dentre outras ações.

Os gráficos desta versão PC passam a impressão de que foram feitos dois jogos: um para consoles da atual geração, e uma versão exclusiva para o PC com qualidade comparável à nova geração que está chegando. O jogo usa e abusa das mais modernas opções gráficas, passando de Paralax, HBAO+, FIELD AO, SSAO+ e suporte total ao DirectX 11, dentre outras coisas.

É bom que se diga que o início do jogo, o prólogo, é a parte mais feia dele. Chega a ser estranha a diferença para as missões seguintes, onde tudo é belíssimo, digno de aplausos.

Áudio

Pela primeira vez um jogo da franquia "Splinter Cell" é dublado em português do Brasil. Isso pode deixa o jogo um pouco esquisito, porque a voz de Sam sempre foi marcante e conhecida por todos que já jogaram algum game da franquia.

A dublagem não está ruim. Segue o padrão do game "Assassin's Creed", com vozes conhecidas, mas bem diferentes das originais em inglês. Isso faz com que o jogador precise se acostumar com elas. É interessante ouvir a voz de Jack Bauer (usada em algumas temporadas) em Sam Fischer.

Mas há problemas graves na dublagem em relação a falta delas. Por exemplo, em uma missão em Chicago onde Sam vai investigar uma ação da Swat que envolve reféns, existem dezenas de falas em inglês, sem dublagem. Curiosamente um inimigo fala em inglês e o que está do lado fala em português a mesma fala. Existem conversas inteiras entre os bandidos que não foram dubladas. Em missões no Iraque, há falas no idioma local que não foi dublado e é até interessante isso porque deixa o jogo mais realista. Mas logo em seguida outro inimigo fala em inglês e outro responde em português. Isso segue em outras missões, como uma que Sam tenta evitar a contaminação da água.

Ou seja, o jogo tem sérios problemas na programação das falas, o que é bem estranho principalmente pela atenção que a Ubisoft tem dado aos brasileiros em dublar todos os seus jogos recentes e também os futuros lançamentos. Vale lembrar que isso não acontece caso o jogador prefira jogar em inglês e com legendas em português do Brasil.

O sistema 5.1 funciona perfeito, com direcionamento de som para cada caixa. Isso torna a jogabilidade mais realista porque é fácil saber de onde vem os inimigos, que direção ele está, se está longe ou perto. Realmente bem legal.

Conclusão

"Splinter Cell: Blacklist" tem falhas gritantes na questão de falta de dublagem em vários momentos durante a jogatina, e que seria interessante o jogador saber o que estão conversando. Por vezes chega a misturar três idiomas diferentes em conversas entre os inimigos: Enquanto um fala português, outro responde em inglês enquanto o terceiro fala em em algum idioma árabe.

Embora esse problema seja grave no ponto de vista de quem estava feliz por ter dublagem, o game no geral agrada ao trazer de volta a velha fórmula dos "Splinter Cell" originais. Aqui o jogador dita o jogo, ou seja, joga da maneira que quiser e ainda ganha bônus por isso. O multiplayer traz o elogiado Espiões Vs Mercenários, além de inúmeras missões cooperativas baseadas em objetivos e/ou defender território. A variação é grande, e a quantidade também.

"Splinter Cell: Blacklist" traz o que há de melhor de toda franquia, junto com um deleite visual de fazer inveja usando tecnologias gráficas de última geração, incluindo suporte total a DX 11. Imperdível!  

PRÓS
  • Dublagem brasileira
  • Gráficos belíssimos
  • Suporte total ao DirectX 11
  • Soltem os cachorros!
  • Jogabilidade que agrada a todos
  • A volta de Espiões Vs Mercenários
CONTRAS
  • Falas sem dublagem
  • Pesado para PCs não tão potentes
  • DLCs e mais DLCs
 Fonte:http://adrenaline.uol.com.br/
Autor: djlosada

Nenhum comentário:

Postar um comentário