segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Sega?! Conheça mais sobre essa gigante dos games.

 
 

Imaginem uma outra época. Uma época em que talvez muitos dos leitores ainda estivessem engatinhando ou ainda nem mesmo tivessem nascido. O ano: 1989. Localização: Brasil. O console: Master System. A empresa: Tec Toy.
Somente com essas variantes, o mercado brasileiro de videogames sofria uma metamorfose revolucionária e que nunca mais seria a mesma.
Sim, já tínhamos o Atari, o MSX também andava por aí assim como dezenas de clones do Nintendinho 8 Bits.
Mas tudo mudou com a chegada do Master System, um dos videogames mais queridos e lembrado pelos gamers brasileiros. Com ele aqui, a Nintendo não teve vez. Confiram agora a história desse videogame que marcou milhares de jogadores e deixou um legado de recordações e lembranças de uma época que jamais será esquecido por quem vivenciou.

Voltando no tempo…
Vamos recapitular como estava o mercado de videogames antes da chegada do Sega Master System (SMS). Inicio dos anos 80, o mercado era dominado pela “gigante” americana Atari e seu videogame. Tudo ia bem até que em 1984 aconteceu o fenômeno batizado de “crash” dos videogames, que simplesmente era a falta do interesse do consumidor pelos aparelhos eletrônicos, isso por causa da falta de jogos novos e interessantes para o sistema Atari.
Do outro lado do mundo, no Japão, uma empresa de baralhos começa a despontar no ramo de games. A Nintendo lança em 1983 o seu videogame de 8 Bits, o Famicom, fazendo grande sucesso nas terras nipônicas por apresentar jogos mais elaborados. Com o sucesso a Nintendo resolve lançar o console nos EUA (ironicamente pediu para a Atari ser a sua representante, que recusou logo de cara). Com um novo formato e rebatizado de Nes, o videogame virou sucesso absoluto e rapidamente dominou o mercado, que era dos americanos e agora passava para os japoneses (e assim é até hoje).

esse é o SG-Mark I, que futuramente se transformaria no SMS

Uma respeitada fabricante de arcades começava a preparar o terreno para entrar no mercado de videogames. Já em 1981 estava em testes o que seria o “embrião” do Master System, o SG-1000 Mark I. O primeiro videogame doméstico da empresa, foi lançado apenas no Japão em 1983 e não fez muito sucesso (console muito raro e cobiçado por colecionadores). No ano seguinte sairia o SG-1000 Mark II, uma versão melhorada do primeiro console. Mas a Sega ainda não estava satisfeita com o resulta, e então em 1985 sairia a versão definitiva, o SG-1000 Mark III, que depois ficaria conhecido como Master System.

o SG Mark II e III
 
O console havia sido feito com um propósito: encarar o rival Famicom e abocanhar uma fatia do rentável bolo da indústria de videogames. E potencial o aparelho tinha, com especificações melhores que o Nintendinho 8 Bits, ele era tecnicamente mais poderoso. Infelizmente enfrentou barreiras que não puderam ser contornadas:

  • Foi lançado muito tempo depois que o Famicom, que já tinha uma base sólida de consumidores;
  • Os preços do concorrente eram mais baixos além de ter uma maior variedade de jogos;
  • A Nintendo assinava contratos exclusivos com as softhouses para lançarem games apenas para o seu videogame, assim os “melhores” jogos só tinham para o Nes
Apesar de as vendas terem sido muito modestas no Japão, a Sega não desistiu, pelo contrário, resolveu ser mais audaciosa ainda e peitar a Nintendo no território onde ela reinava absoluta: a terra do “Tio Sam”, os EUA. Convenhamos, ela demonstrou coragem e personalidade ao tomar essa decisão.
O Master System foi totalmente reformulado para entrar nos EUA e outros países. Com uma cor preta e detalhes em vermelho, tinha um visual moderno e arrojado (e diga-se de passagem, muito mais bonito que a “caixa” cinzenta do Nes).

SMS com um novo visual, era “grandão” mas bastante bonito

E assim em Junho de 1986 chegava o SMS em território inimigo, em que a Nintendo reinava absoluta com 90% do mercado com o seu Nintendinho. Infelizmente o SMS sofreria as mesmas pressões que a sua versão do Japão, com o monopólio da Nintendo das principais sofhouses, o SMS não tinha chance contra Mario, Zelda, Castlevania, Final Fantasy e Megaman. A maioria dos jogos eram feitos pela própria Sega, em boas conversões caseiras de seus arcades.
Enquanto nos primeiros quatro meses o SMS vendeu 125.000 unidades, no preço de US$200, a Nintendo vendeu em volta de 2 milhões de Nes no mesmo período, o que não agradou muito o presidente da Sega na época, Hayao Nakayama, que resolveu não gastar mais esforços em um mercado que claramente não poderia vencer. Ele então toma uma decisão que seria fatídica para o SMS nos EUA.

“Toska” Toys só fez m%$#@&*
A Sega resolve fechar um acordo de licenciamento e distribuição com a loja de brinquedos Tonka Toys, na esperança de uma melhor distribuição do SMS na rede de lojas do país. Acontece que a Tonka Toys não manjava nada de videogames, não fazendo campanhas publicitárias e trazendo os piores jogos do console. Se o SMS não estava indo bem nas mãos da Sega, com a Tonka Toys foi de patético a pior.
Com a incompetência da Tonka em administrar o SMS, a Sega teve que repensar suas estratégias. Com o lançamento do Genesis (Mega Drive) em 1989 nos EUA, a Sega finalmente começava a quebrar o monopólio da Nintendo no mercado de videogames. Agora oficialmente nos EUA com a Sega of América, ela readquiriu os direitos do SMS, remodelou o aparelho e o lançou com o nome de SMS II, com um formato mais simples e barato. Mas de nada adiantou o esforço e em 1992 a Sega of América encerrou a fabricação do SMS.

SMS em outros continentes
O SMS pode ter levado uma “cossa” do Nes no Japão e nos EUA, mas na Europa a história foi bem diferente. O Nes não fazia muito sucesso nos países europeus, e em 1987 o SMS seria lançado fazendo um enorme sucesso. Rapidamente conquistou o mercado europeu, fazendo inclusive que a Sega criasse uma filial na Europa, criando assim um terceiro grande campo consumidor para videogames. A Nintendo nem tentou competir com a Sega abrindo filial por lá.
Com o apoio de várias sofhouses em produzir games para o console, o SMS europeu teve diversos títulos exclusivos, que faziam muito sucesso. Entre as softhouses estavam a Absolute, Acclaim, Activision, Core, Codemasters, Domark, Flying Edge, Image Works, Sony, Tengen, U.S. Gold, Virgin Games.

Battletoads, original do Nes, saiu para SMS na Europa e Brasil
Para se ter idéia do sucesso do SMS na Europa, a Nintendo foi obrigada a pedir licenciamento de jogos do SMS em versões para o Nes (geralmente feitas pela Tengen), como Shinobi, After Burner e Out Run. Claro que as versões do Nes não chegavam nem perto da qualidade das versões do SMS.
Além da Europa, o SMS vendia muito bem também na Austrália, um mercado consumidor que se baseava no europeu. As vendas do SMS na Europa teve suporte da Sega até 1997, que virou parte da história de videogames naquele continente.

O Master System é verde e amarelo!
Mas não foi apenas na Europa que o SMS teve seus dias de glória. Mais ainda que na Europa, o Master System iria conquistar toda uma nação de jogadores: o Brasil!
Chegando a terras tupiniquins em 1989, pela então recém-formada Tec Toy – que já tinha certo renome com o seu “brinquedo” educacional de perguntas e respostas chamado Pense Bem (verdadeira mania da molecada na época, eu tinha um, eheh) e com os saudosos mini-games – o Master System chegava OFICIALMENTE ao Brasil.


Uma revolução no mercado brasileiro de games estava acontecendo. Diferente da Tonka Toys nos EUA, a Tec Toy levou a sério sua parceria com a Sega e fez seu trabalho de casa direitinho, investindo muita grana em publicidade (comerciais de TV, revistas, outdoors, programas de TV) e uma boa variedade de títulos e jogos de peso já no lançamento do console.
O SMS, assim como na Europa, rapidamente caiu nas graças dos jogadores brasileiros, sendo um mega-sucesso de vendas. E olha que a concorrência não era fácil, apesar de o Nes não ser vendido oficialmente no Brasil, havia diversos “clones” feitos por empresas brasileiras, como o Hit Top Game, Dynavision e o Phantom System. Pirataria na cara dura. E o SMS foi um vencedor, no inicio dos anos 90 a Tec Toy já possuía 80% do mercado brasileiro de games. Ah os saudosos anos 90, a era de ouro dos videogames no Brasil. O SMS reinava glorioso no país, servindo ainda para abrir as portas para o seu irmão que logo chegaria, o Mega Drive, outro grande sucesso de vendas da Tec Toy.


É importante destacar o importante papel que o SMS teve aqui no Brasil, pois foi graças a ele que um novo mercado chegava aos brasileiros, através da Tec Toy. Além dos periféricos que ela trazia, como os óculos 3D, a pistola Light Phaser, os jogos em cartão, outras “bugigangas” também chegavam, como camisetas, adesivos, brinquedos, bichos de pelúcia (eu tinha um Sonic ^^), comerciais na TV (eu me lembro dos comerciais dos óculos 3D, da pistola e de alguns games como Alex Kidd e Phantasy Star) e sem falar do anime Zillion, feito especialmente pela Sega para promover o game e a pistola Light Phaser (que era quase idêntica a pistola Zillion).
o óculos 3D foi uma grande inovação e tinha um visual cool
a pistola Light Phaser, praticamente idêntica a Zillion… todo mundo queria ter uma
Grande sacada de marketing. O anime além de ser genial – teve 31 episódios, que passava aqui na Rede Globo – ainda servia para promover os games (teve dois e um terceiro chamado Fantasy Zone, estrelado pelo personagem coadjuvante Opa-Opa). A molecada assistia ao anime e queria uma pistola igual ao do JJ (foi esse o motivo para eu comprar um SMS) ou então eram os óculos 3D que apostavam na novidade e originalidade.
A Tec Toy investia pesado nas campanhas publicitárias. Todas as revistas de games da época tinham propaganda dos games e consoles Tec Toy. Algumas eram propagandas originais, feitas aqui no Brasil mesmo, outras eram propagandas americanas, só que traduzidas para o português.
Tivemos várias versões do SMS da Tec Toy. O SMS II era igual ao primeiro, mas era mais barato e vinha com outros jogos. Já o SMS III, possuía um novo visual, que era o mesmo do SMS II lançado nos EUA e Europa e diversos modelos portáteis chamados Master System Super Compact, incluindo uma versão rosa para as meninas (e raríssimo hoje em dia) e era sem fio.

Master System Girl era sem fios e era só para garotas… não fez muito sucesso com a mulherada

A mania da Tec Toy agora é o Master System Collection, que reúne jogos na memória. Sua última versão possui 120 jogos clássicos do SMS na memória. Foi a maneira que a Tec Toy encontrou de driblar a pirataria, que aqui no Brasil já atinge 90% do mercado (não é a toa que nenhuma empresa de games abre filial aqui mais).
Outra “sacada” da Tec Toy foi desenvolver jogos exclusivos para o mercado brasileiro. Já vi muitas pessoas criticarem os jogos nacionais da Tec Toy, mas vejam por outro lado. Seria a primeira vez na história, que uma indústria brasileira produzia jogos exclusivos para uma plataforma de videogame. Eu acredito que, apenas pela sua iniciativa, a Tec Toy já merece os devidos créditos. Ta certo, ela não era perfeita, deu suas “pisadas de bola”, mas poxa gente, a Sega of América e Japan também erravam (principalmente a americana).

TV Colosso (lembram disso?) e Sitio do Pica Pau Amarelo ganharam jogos para SMS

Entre os jogos “originais” (alguns eram simples conversões de outros jogos famosos, como Wonder Boy – porém alguns eram 100% nacional) tínhamos alguns jogos da Turma da Mônica, Pica Pau, Sitio do Pica Pau Amarelo, Geraldinho, Chapolin, o “clássico” Sapo Chulé vs os Invasores do Brejo (que beleza heim…), Mortal Kombat (do 1 ao 3) e até mesmo Street Fighter II pintou na telinha do SMS, com o recorde e incríveis 8Mb (jogo OFICIAL da Capcom juntamente com a Sega/Tec Toy – lançado SOMENTE NO BRASIL juntamente com um controle de 6 botões parecido com o do Mega Drive). Ficou curioso? Jogue ele online neste site (de preferência com um computador rápido).

esse aqui é genial… forças alienigenas estão atacando as favelas do RJ… você controla um líder de gangue fortemente armado, e sozinho tem que derrotar os aliens que estão invadindo as favelas….. é tudo brincadeira viu, essa é uma capa falsa feita por algum engraçadinho da net ^^
Além disso, a Tec Toy converteu vários jogos do portátil Game Gear para o SMS, aumentando ainda mais a biblioteca de jogos disponíveis. Alguns deles: A Pequena Sereia, Mickey Mouse, Ren and Stimpy, Sonic Blast (também com 8Mb), Virtua Fighter. Alguns desses jogos eram conversões de jogos europeus, que também tinham jogos exclusivos. Porém, somente no Brasil o SMS teve tantos jogos disponíveis e até hoje ainda é fabricado e vendido pela Tec Toy.

Sonic Blast e Virtua Fighter Animation vieram do Game Gear para o SMS

A empresa chegou a vias de fechar a porta no final dos anos 90, chegando a pedir concordata e com uma dívida de mais de R$50 milhões. Apesar da Tec Toy ainda ter licença dos produtos Sega, não recebe o mesmo apoio como nos bons e velhos tempos, tendo que fazer tudo sozinha agora. Ela mudou seu ramo de estratégia para não entrar em falência, começou a vender DVDs e Karaokês e fechou uma parceria com a asiática Level Up!, conhecida por fornecer o popular MMORPG Ragnarok.

Sonic está disponivel para celulares a R$10 por download
Agora, já se estabilizando novamente, a Tec Toy começou uma nova e inédita empreitada no Brasil, juntamente com a Level Up!, formando a Tec Toy Mobile, que irá fornecer games para celulares. E não são qualquer jogos, muitos deles são clássicos do SMS e Mega Drive. A Tec Toy fechou parceria com diversas empresas de respeito no ramo de games para celulares, como: Sega Mobile (os principais jogos são dela, como Sonic, Wonder Boy, o recente Monkey Ball, Out Run, Puyo Puyo e After Burner), In-Fusio, Pulse Interactive, Upstart Games. Outro nome de peso é o da Bandai, uma das maiores fabricantes de jogos para celulares. Com apenas um mês fornecendo games para celulares, o jogo Sonic The Hedgehog desponta como preferidos dos clientes dos celulares Claro.

E ainda por cima a Tec Toy Mobile está abrindo as portas para publicação de games desenvolvidos para celular. Então você que gosta de criar jogos em Java ou Brew, está aí uma grande chance. Quer saber mais? Visite o site daTec Toy Mobile(aliás, com um visual bem bacana e criativo).

uma tira engraçadinha feita por um fã americano… ^^

Master System Portátil ?
O SMS portátil é um console exclusivo do Brasil. Mas antes dele aparecer, a Sega já havia lançado algo similar anos atrás. A Sega começou a trabalhar em 1989 em seu Projeto Mercúrio (todos os projetos dos consoles da Sega tinham nomes de planetas do sistema solar), com o objetivo de produzir um 8 Bit portátil que fosse superior ao popular Game Boy (o preto e branco ainda) da Nintendo – um dos videogames mais bem sucedidos da história. Quando lançado, o portátil recebeu o nome de Game Gear.
O GG vendeu aproximadamente 9 milhões de unidades, bem mais que os concorrentes Atari Lynx e Turbo Express

E a Sega até que planejou tudo direitinho, olha só: já que o Master System já possuía uma tecnologia superior a do Game Boy, seria mais prático converter essa tecnologia para um portátil. E mais, todos os jogos existentes do SMS poderiam ser convertidos facilmente e sem grandes custos para o Game Gear. Eu tinha um e simplesmente adorava ele! Era um devorador de baterias, por isso tinha sempre que levar a fonte junto. Levava para a toda parte, e tinha jogos excelentes, a maioria versões já consagradas, como Sonic, Shinobi (esses dois com músicas de Yuzo Koshiro), Streets of Rage, entre vários outros.

Ele chegou a vender bem nos EUA e Europa, mas claro, ficou longe de ser uma ameaça ao todo poderoso Game Boy. Parecia os dias de lançamento do Master System contra o imbatível Nes. Pelo menos ele se deu melhor que os outros portateis que também tentavam ganhar uma fatia do mercado, como o Atari Lynx e o Turbo Express. Mas o pequenino ainda possuí fãs fiéis por aí.

Características
O SMS original além da entrada normal para carts, também aceitava jogos em cartões, que eram do tamanho de cartões de créditos. Esses jogos eram mais simples, em compensação eram bem mais baratos que os carts. O suporte a cartões foi abandonado nas versões posteriores do aparelho.
Existem diferenças técnicas no SMS japonês e na versão comercializada no resto do mundo. A entrada do slot para cartuchos era de tamanho diferente, no lugar do botão Reset havia o botão Rapid Fire, tinha uma entrada para os óculos 3D, dispensando o uso de adaptadores e a principal diferença, a versão japonesa vinha com um chip de som FM a mais, que possibilitava músicas ainda mais elaboradas (como em Phantasy Star e Out Run). Esse chip foi retirado na versão vendido no resto do mundo … infelizmente.
Muita gente deve lembrar do botão Pause, que era NO console e que geralmente dava um certo trabalho para pausar o game. Pra piorar o Pause ficava perto do Reset, então as vezes na hora da pressa acabava apertando o botão errado e só se via aquela tela preta da bios do SMS… só choradeira, ehehe
Entre os acessórios lançados os mais conhecidos e lembrados são sem dúvida o óculos 3D (apenas 6 jogos foram lançados para usar o óculos) e a pistola Light Phaser (eu tinha uma versão azul, lançada pela Tec Toy – teve em média 15 jogos disponíveis, um número até que razoável – boas lembranças de Space Harrier 3D, Rambo III, Safari Hunt – era uma briga porque o pessoal ficava muito perto da TV).

Jogos Famosos
O SMS teve diversos títulos de jogos, especialmente aqui no Brasil. Mas alguns se tornaram grandes clássicos e vale a pena dar uma relembrada:
Alex Kidd
 
O personagem “garoto-macaco” (Goku?) que deixou saudades e o símbolo máximo do SMS. Impossível lembrar do SMS e não lembrar de Alex Kidd, que era então o mascote oficial da Sega (antes da chegada de um certo ouriço azul super-sônico) feito para concorrer com o Mario da Nintendo.
Mas não pensem que Alex Kidd era uma cópia descarada dos jogos do italiano bigodudo. Não, Alex Kidd era um jogo com suas qualidades originais que o faziam único, com um estilo bem diferente do Mario Bros (eu mesmo acho Alex Kidd mais divertido que Mario).


Seu primeiro jogo, Alex Kidd in Miracle World, lançado em 1986 é o mais popular e lembrado entre os fãs. O personagem e o jogo fez muito sucesso aqui no Brasil, fazendo parte das lembranças e infâncias de muito marmajo por aí. Um verdadeiro clássico do SMS, que morreu junto com o console. Depois de Sonic, Alex Kidd foi jogado dentro da geladeira em estado criogênico onde está até hoje, sem chances de um novo game.
Leiam análise completa do jogo neste link.

Phantasy Star
Um dos melhores jogos do SMS e um dos RPGs mais revolucionário de todos os tempos. O primeiro jogo da famosa franquia foi lançado em 1987 e “chutou o pau da barraca” mostrando um estilo totalmente novo em jogos de RPG (que Final Fantasy que nada).
Phantasy Star tinha várias coisas que nenhum RPG até então possuía: uma história épica bem desenvolvida; personagens com características próprias e super carismáticos (Alis possui fãs até hoje); gráficos revolucionários e uma trilha sonora inesquecível.
Phantasy Star para SMS tem uma importância histórica indiscutível no mundo dos videogames. Foi a base para tantos outros RPGs que vieram depois, e mesmo os RPGs de hoje em dia ainda usam idéias que nasceram com o PSI.

E no Brasil ele também fez bonito, graças a Tec Toy que lançou uma versão 100% em português. O primeiro jogo oficial de uma gigante japonesa que chegava ao Brasil em português. Vocês conseguem imaginar algo assim acontecer nos dias de hoje?? A Tec Toy investiu em várias propagandas para TV e revistas e o jogo rapidamente virou um estrondoso sucesso comercial. Muito amantes de RPG por aí começaram com o PSI e a fantástica aventura de Alis em busca de vingança.
Leiam análise completa do jogo neste link.

Sonic The Hedgehog
Outro game que provavelmente deve trazer inúmeras boas lembranças aos saudosistas do SMS, Sonic, o ouriço supersônico colecionador de argolas.
Sonic surgiu em 1991 e logo se tornou campeão de vendas e símbolo do Mega Drive e mascote oficial da Sega. O jogo Sonic, como Phantasy Star, também possui grande importância histórica. Ele veio para “detonar” de vez o Mario e alavancar as vendas do Mega Drive. E viveu toda a sua glória na época dos 16 Bits.
Mas o SMS não ficou atrás e ganhou excelentes versões dos jogos do ouriço mais amado do planeta. O jogo não apenas inovava em games de plataforma, mas criava um novo gênero que seria copiado por diversos outros jogos. Uma verdadeira pérola gamística na lista de jogos do SMS.
Leiam análise completa do jogo neste link.

Zillion
Um jogo bastante competente, com gráficos, música, jogabilidade e diversão decentes. Era muito parecido com o clássico Metroid do Nes, que misturava ação e estratégia. Mas o mais legal de Zillion não era o jogo em si, mas sim o anime que passava na TV.
Parece que o jogo e o anime foram feitos juntos, para ajudar na divulgação, e o que poderia ter sido apenas mais uma jogada de marketing nipônica, acabou se transformando em uma ótima série de qualidade.
A história é o seguinte: é mostrada uma colônia humana considerada como uma segunda Terra, conhecida como Maris, que está em guerra contra os alienígenas Nozas, no ano de 2387. Para combater os alienígenas, a única arma que os humanos podem contar são três pistolas de origem desconhecida, chamadas de Zillion e usadas pelos maiores atiradores de Maris, que são sua última esperança.
Muito mais do que as pistolas, o anime se destacava pelos caricatos personagens. E dentre os três, o que mais se destacava com certeza era o J.J., garotão malandro, safado, preguiçoso, um aloprado total que sempre arrumava confusão. Também tinha o Champ, cara metido a bonzão cujo hobby era fazer tricô (?!) e a bela Apple, gatinha que J.J. vivia dando em cima.


Graças a Zillion e a Tec Toy, o Brasil vivia algo inédito: uma forte campanha publicitária em cima de um game! Algo que hoje em dia praticamente não existe. Não como foi naquela época. Todo mundo que assistia Zillion queria comprar um SMS por causa do game e da pistola Light Phaser. Queria controlar os personagens, viver a história do anime. Zillion combinou recordes de audiência e sucesso comercial de uma forma que nunca se tinha visto igual.
A Tec Toy, grande responsável pela vinda do anime ao Brasil (olha só que bacana!), faturou alto vendendo os bonequinhos da série, os games de Zillion, a pistola Light Phaser, camisetas, álbum de figurinhas e outros cacarecos. Inclusive tinha um troço que era uma espécie de alvo que você colocava no peito e que junto acompanhava uma pistola Zillion, que funcionava como um tipo de paintball digital.

Street Fighter II
Esse aqui dispensa apresentações né? Estou colocando mais por curiosidade, já que muita gente por aí não sabe que existe uma versão de SF II para o SMS, lançado em 1997 com exclusividade da Tec Toy. E pasmen, o jogo impressiona pela sua qualidade gráfica, que está muito boa.
Sprites grandes, personagens bem caracterizados, boa movimentação e controle. Realmente um jogo muito bem produzido, se fosse lançado alguns anos antes, provavelmente as vendas do SMS teriam sido bem maiores.
Vale a pena dar uma olhada.


E afinal de contas
Apesar de ficar longe de vencer o Nes em popularidade no mundo, o sucesso do SMS no Brasil é incontestável, e até hoje a Tec Toy ainda fatura vendendo o console, quase 20 anos depois de seu lançamento.
O Master System conquistou milhares de fãs e continua conquistando ainda hoje. Mas com certeza ele marcou uma época e revolucionou o mercado brasileiro de games, tornando-se um dos mais queridos e idolatrados consoles do país.
E além do que, ele serviu para abrir caminho para o seu irmão Mega Drive. A Sega aprendeu muito com o SMS devido a seu fracasso nos EUA e no Japão. Graças a ele, a empresa “aprendeu” a utilizar as grandes estratégias para fazer seu Mega Drive bem-sucedido nesses mercados, e mais ainda aqui no Brasil e Europa, repetindo o sucesso do SMS.
O saudoso console negro e vermelho não foi apenas um videogame, mas uma boa lembrança de infância que ficou no coração de milhares de gamers, que jogavam não apenas pelo hardware ou software, mas principalmente pelo emotionware (acabei de inventar…sei lá se já existe esse termo, mas significa as emoções que você sente ao jogar um determinado jogo). Certa vez li em algum fórum da net: “Quem nunca teve um Master System não teve infância”. Exagero? Talvez, mas muitos fãs com certeza concordam.

Fonte: http://gamehall.uol.com.br

Um comentário:

  1. belo post. eu também peguei essa época desses games 8 e 16 bits ! parabéns vai ganhar mais um inscrito no seu canal do youtube!

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