terça-feira, 3 de setembro de 2013

Jogo que uniu videogame com cinema, "Metal Gear Solid" faz 15 anos



Em 1998, o PlayStation estava de vento em popa. Tinha deixado o rival Saturn para trás e não foi incomodado pelo Nintendo 64, lançado dois anos antes. Jogos lendários, como "The Legend of Zelda: Ocarina of Time" e "Half-Life 2" saíram nesse ano, e "Metal Gear Solid" viria se juntar a eles em 3 de setembro.
"Solid" não foi o primeiro jogo da série - dois "Metal Gear" canônicos foram lançados para o obscuro MSX2 -, mas um recomeço, um renascimento com gráficos 3D.
O criador da série, Hideo Kojima, é um notório fã de cinema, e seus jogos foram profundamente influenciados pela sétima arte. Mas as plataformas anteriores ao PlayStation eram graficamente pobres para realizar a visão de Kojima.

"Metal Gear Solid" inaugurou, na série, um tipo de narrativa em games amado e odiado ao mesmo tempo, que consiste em usar e abusar de cenas expositivas, como se fosse um filme ("Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots" soma incríveis 8,5 horas de 'cutscenes'). Numa época em que games falados eram raros, soava como uma revolução.
No entanto, o maior legado que "Solid" deixa para a posteridade é sua mecânica de jogo, baseado em furtividade. É um tipo de game que dá vantagem em ser sorrateiro, usando o efeito surpresa para eliminar os inimigos. É um elemento que vinha desde o primeiro "Metal Gear", mas assumiu maior complexidade no ambiente 3D. Sem ele, games como "Hitman", "Spliter Cell" ou "Assassin's Creed" talvez nem existissem.

O jogo me cativou pela criatividade e pelas surpresas. Episódios anteriores já tinham cenas que quebravam a quarta parede, em que o mundo real se conecta com a da obra, mas não nessa intensidade: quem não ficou impressionado com os 'poderes' de Psycho Mantis, que conseguia mover um Dual Shock com a força da mente?
E você, leitor, qual seu momento inesquecível de "Metal Gear Solid"?

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