quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Call of Duty: Ghosts

Embora muitos adversários tenham tentado tirar de Call of Duty o trono do jogo de tiro mais popular da geração, cada nova lançamento da franquia daActivision se provou mais forte do que seus adversários diretos. Grande parte disso se deve ao multiplayer da série, que atrai uma quantidade de jogadores rivalizada por poucos títulos, independente de seus gêneros de origem.
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No entanto, a Infinity Ward não parece contente em manter as bases que tornaram a franquia tão popular e pretendem trazer diversas transformações a Call of Duty: Ghosts, primeiro capítulo do FPS a chegar à nova geração de consoles. “Essa é a maior mudança que fizemos ao multiplayer desde o Modern Warfare original”, garantiu à Game Informer o produtor-executivo Mark Rubin.
Novo sistema de privilégios
A primeira mudança vista em Ghosts ocorre no sistema de privilégios (os famosos “perks”), que parece mais próximo do sistema “Pick 10” presente em Black Ops 2, da Treyarch. Embora Rubin garanta que os dois estúdios não costumam trocar informações relacionadas ao desenvolvimento de seus projetos, fica clara a influência que o sistema tem no modo multiplayer do novo jogo.
A partir de agora, cada participante conta com 12 pontos que podem ser distribuídos na aquisição de armas, equipamentos de proteção, granadas e privilégios. O sistema de perks também foi remodelado — em vez das três opções convencionais, agora os jogadores devem escolher habilidades dividas em sete categorias: stealth, awareness, speed, handling, resistance, equipment e elite.
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Cada uma das opções disponíveis exige um investimento de uma quantidade específica de pontos para que seja possível desbloqueá-las. Exemplo disso é a habilidade “Deadeye”, que exige o investimento de cinco pontos de privilégios para ser desbloqueada, dando ao jogador que a escolhe a capacidade de fazer uma quantidade maior de acertos críticos.
Já aqueles que preferem contar com a sorte podem escolher a opção “Gambler”, que garante um perk aleatório a cada vez que o jogador morre e retorna à partida. Isso pode se manifestar tanto na forma de uma habilidade de um ponto que não se mostra atraente ou como um poder especial extremamente útil e caro.
Killstreaks remodelados
O sistema de killstreaks de Call of Duty: Ghosts também apresenta diversas mudanças, muitas delas baseadas em reclamações dos próprios jogadores. Prova disso é o fato de o game contar com menos ataques aéreos do que os vistos em Modern Warfare 3, preferindo concentrar suas forças em confrontos e itens terrestres.
Exemplo dessa mudança é a substituição dos UAVs por unidades conhecidas como SAT COM, radares que ainda revelam a posição dos demais jogadores, mas que agora ficam fixos em um lugar específico — algo que permite destruí-los com maior facilidade.
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Esses itens podem ser combinados de forma a aumentar sua efetividade: enquanto um deles só revela o posicionamento dos inimigos que estão no campo visão de seus aliados, dois funcionam como um UAV convencional, enquanto a combinação deles aumenta o ritmo de detecção. Finalmente, o uso de quatro SAT COMs permite que você veja o posicionamento e o ângulo de visão de todo o time adversário.
Outra novidade fica por conta da introdução do cachorro Riley, peça-chave da trama single player do título que pode ser acessado usando cinco pontos de killstreaks. Nos modos online, ele atua como um sistema de alerta contra a aproximação de inimigos e pode atacá-los caso eles cheguem muito perto. Além disso, caso você morra enquanto o cão foi chamado, ele vai tentar se vingar de seu oponente.
Novos modos de jogo
Call of Duty: Ghosts também vai ganhar mudanças no que diz respeito aos modos de jogo que disponibiliza aos jogadores, sendo que vários deles deixam de lado as premissas realistas vistas em games anteriores da série. Exemplo disso é a opção “Cranked”, que garante um bônus de velocidade ao jogador caso ele mate um adversário, iniciando um contador quando isso acontece — caso você não mate outra pessoa antes do limite indicado, seu personagem entra em combustão espontânea.
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Outras novidades ficam por conta do modo “Blitz”, que incentiva você a correr até uma área do território inimigo para conseguir pontos, e da opção “Search & Rescue”, que muda um pouco as regras do conhecido “Search & Destroy”. Agora, caso o jogador seja abatido, basta que um de seus companheiros de equipe pegam suas “dog tags” para que ele seja revivido. No entanto, caso um adversário faça isso, o participante está fora da partida até que uma nova rodada seja iniciada.
 “No multiplayer, nos permitimos ter um pouco mais de diversão”, afirma Rubin. “Tentaremos ser mais sérios quando chegarmos aos DLCs, mas ainda queremos manter um lugar no qual você pode simplesmente se divertir. Durante um tempo, em muitos jogos Call of Duty, lidávamos com isso de maneira muito séria e nos concentrávamos em tornar tudo muito competitivo.”
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“Temos espaço para partidas que não são sérias nem tão competitivas. O modo ‘Infected’ se encaixa nisso, o que não faz ele deixar de ser divertido. Não vamos nos preocupar tanto em tornar esse game justo, mas sim em torná-lo prazeroso. Decisões desse tipo se mostraram muito populares no passado”, explica o desenvolvedor.
Outra mudança é a introdução das “Field Orders”, tarefas em que o jogador vai ter que esfaquear um inimigo ou matá-lo enquanto está agachado, entre outras opções. Essas missões são iniciadas através da coleta de uma maleta que surge aleatoriamente no campo de batalha, garantindo um bônus de cura ao time capaz de completar a missão proposta — que falha automaticamente caso o jogador que carrega o item seja morto.
Ambientes dinâmicos e opções de personalização
Em Call of Duty: Ghosts, a série começa a contar com ambientes dinâmicos em suas partidas online, representados por postos de gasolina que explodem, paredes que desabam ou até mesmo um estádio de baseball que é totalmente destruído. Embora essas modificações ocorram em momentos bastante específicos e tenham características inflexíveis, elas servem como uma forma de modificar o ritmo das partidas e de fornecer novos caminhos aos jogadores.
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Pela primeira vez na série, agora é possível configurar totalmente a aparência dos personagens utilizados, que contam com aproximadamente 20 mil combinações de capacetes, cabeças e uniformes. Também contribui para essa variedade a possibilidade de criar soldados femininos e a introdução de um novo sistema de formação de esquadrões que modifica a forma como funcionam os níveis de prestígio do jogo.
Ao final de cada partida, além de ganhar os tradicionais pontos de experiência, jogadores são premiados com os chamados “Squad Points”. Eles podem ser gastos para destravar novos equipamentos ou na adição de mais personagens a um esquadrão personalizado do qual até 10 personagens criados por você podem participar.
Os membros de sua equipe são testados no modo “Squad vs Squad”, no qual você joga contra a inteligência artificial de modo a testar as habilidades de seus soldados. Segundo a Activision, os personagens controlados pelo “computador” se comportam de maneira bastante semelhante àquela adotada por humanos, se esgueirando de maneira cuidadosa por corredores e até mesmo preferindo pular antes de atirar.
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É possível escolher um total de 6 entre os 10 soldados que formam seu grupo para participar das partidas, atribuindo a eles qualquer um dos equipamentos e perks já desbloqueados. Além de jogar contra a inteligência artificial, você também pode usar seu esquadrão para participar de partidas cooperativas ou confrontar o grupo criado por um de seus amigos.
Esse novo sistema modifica de forma substancial a maneira como o sistema de prestígio do jogo funciona. Agora, em vez de somente um combatente poder ganhar 10 níveis, somente um deles é atribuído para cada membro de seu esquadrão — algo que serve como estímulo para testar diferentes classes e combinações de equipamentos.
Um novo mundo
Apesar de Ghosts ser acompanhado por um nome famoso, a Infinity Ward pretende construir um novo legado para a série, sem necessariamente deixar de lado o que ela tem de bom. “Estamos usando uma nova engine, plataformas inéditas e um mundo totalmente novo”, explica Rubin. “Queremos usar essa inspiração para criar um novo Call of Duty. Ainda estamos em um mundo moderno, mas não usamos o mesmo universo de Modern Warfare”.
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Apesar de nenhum dos personagens vistos em games anteriores existirem no universo do novo título, isso não quer dizer que não haja referências a eles. Prova disso é o fato de o cachorro presente na aventura principal se chamar Riley, sobrenome de um dos protagonistas da trilogia Modern Warfare.
Ciente de que muitos jogadores ainda não vão poder aproveitar as versões do jogo para a nova geração, a Activision criou uma série de benefícios para quem vai jogá-la no PlayStation 3 e no Xbox 360 (o que não deve afetar a versão Wii U). O Season Pass, por exemplo, valerá tanto para as plataformas da geração atual quanto para os novos consoles da Sony e da Microsoft. Além disso, através do sistema Call of Duty ID, você poderá usar seus soldados e equipamentos em qualquer video game para o qual o jogo será lançado.
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“Com esse game, estamos olhando para cinco plataformas”, afirma Rubin. “Criamos um novo esquema de distribuição de recursos de arte, então não se trata das mesmas imagens compartilhadas entre todas as plataformas. Nossa intenção foi criar conteúdos com qualidade de cinema e criar a versão de PC. A partir disso, fizemos as versões para os consoles de nova geração. Depois disso, criamos os jogos para as plataformas atuais”.
Com lançamento programado para novembro deste ano, Call of Duty: Ghosts deve manter a tradição da série em conseguir chamar a atenção tanto do público fanático por jogos eletrônicos quanto daqueles que não conhecem muito bem esse universo. Resta esperar para ver se, com as novas tecnologias criadas pela Infinity Ward, o game continuará capaz de fazer frente a competidores como a série Battlefield, da Electronic Arts.
Fontes: VG 24/7Game Informer

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